domingo, 14 de agosto de 2011

anti-prótese

por mim, não usaria nenhuma dessas próteses. não usaria prótese visual, nem dentária e nem auditiva. prefiro ver menos, ter minha fala travada porque meus dentes se desentenderam entre si e também, ouvir menos. é claro que sou grata às pesquisas tecnológicas que desenvolvem essa quinquilharia que permite a quem necessita, ver melhor, falar e morder melhor, e, ouvir melhor. mas eu prefiro tudo no menos. com o que tenho já é tudo demais!
um exemplo: há coisa mais estúpida do que ter que ouvir uma humana-anta falando que pensei demais, que senti demais, que quis demais, que avancei demais, que caminhei demais, que rompi as barreiras que ela tão bem preservou?
outros exemplos teria para dar, mas prefiro escrever de trás pra frente, sem obedecer às recentes normas da portuguesa língua que nos colonizou, do que fazer a correção que as humanas-antas gostariam de implantar em minha (in)civilizada discrepância existencial!
confesso que só consegui aceitar essas incômodas próteses quando percebo que, com elas, poderia enfrentar mais e melhor as humanas-antas!

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